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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Mostrou competência

Keisy Ratleff, Veterinária UESC, primeiro contato com Lachesis, praticando 'manejo de condução do NSG', sempre poupando a região cervical. Laço de Lutz é proibido no manejo de surucucus. 


 

O Cara

Macho sub adulto 23, chip final 9279, recebe as 3 estrelas como advertência aos tratadores, animal que já investiu com botes em sequencia, sem que fosse provocado. Comportamento raro mas já visto até pelos Tupy Guarani, que nomearam a surucucu a partir de 'su u u' ou 'bote bote bote' ou 'aquela que dá botes em sequencia', segundo Silveira Bueno. Bicho que interessa como reprodutor.




A ideia

A ideia é formar um grande banco genético da espécie via reprodução em cativeiro.

Esse banco genético repovoaria áreas protegidas onde as surucucus existiram mas não mais, como o parque do Rio Doce, noroeste de Minas Gerais. 

E também manteria a surucucu da Mata Atlântica no planeta.







Empoderamento feminino em Serra Grande

Marja e Keisy, Veterinária UF Brasilia e UESC, na chapa quente



 



O que é o tal 'duplo S' ?

Nativos falam que as surucucus 'ficam em pé na ponta do rabo', porque sabem que estas cobras dão botes com toda a extensão do corpo, alinhando-se no ar. Essa explosão muscular se inicia com a compressão da mola propulsora, o seguimento cervical, em dois 'S' conectados. Na tensão extrema o bicho pode elevar-se em até 90 cm do solo, como na foto do meio, seguindo ativamente a fonte térmica e preparando a liberação da mola muscular dupla, num bote de longo alcance. Por este motivo a primeira lição desse manejo altamente específico é a sua atualização de distancia segura, e escolha correta de EPIs.