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INDICE AO BLOG NSG E À BIBLIOTECA VIRTUAL LACHESISBRASIL BASEADO EM BUSCAS ESPECÍFICAS

OBSERVE POR FAVOR QUE A MAIORIA DOS LINKS SÃO AUTO EXPLICATIVOS, E CONTÉM INDICAÇÃO DE CONTEÚDO ANTES MESMO DE SUA ABERTURA: 1) SOBRE ...

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

zero à ESQUERDA



O que sentiria Vital Brazil ao ver seu instituto transformado em cabide de emprego do PC do B ? Ezequiel Dias, abaixo em sua foto de formatura em Farmácia, também ficaria enojado de ver o que foi feito da FUNED, nascida em 1907, e do Brasil como um todo.




Mas em meio ao desanimo dos antigos funcionários, segue a chama, a vontade de fazer, e esse será o saldo que considerarei do encontro de hoje.

Na visita a área restrita do serpentário pude ver um Rômulo Righi (abaixo) com olhos brilhando, me mostrando seu sucesso em manutenção de Micrurus frontalis e lemniscactus, ou a curiosidade da coralzinha de duas cabeças.




Na sequencia uma conversa literalmente entre moléculas, com o maior conhecedor da peçonha de Lachesis deste planeta, o Professor Eladio Sanchez, abaixo.




Em meio à revisão de inúmeros 'papers' fechamos com um aperto de mãos parcerias futuras para tentar, com o veneno das surucucus,.controle de metástases (câncer) e criação de agentes trombolíticos.

Aguardo documentação oficial da Fundação Ezequiel Dias explicitando sua necessidade de apoio (produção de SABL e pesquisa) para notificar o Ibama e proceder com as extrações, e a doação.

Não há contradição entre capitalismo e conservação. Ciência = Cérebro + Dinheiro. Espero que em 2018 haja planejamento estratégico, para que estas doações se transformem em parceria comercial.




domingo, 2 de julho de 2017

ESTÁGIOS NSG


Começam dia 28 de julho próximo, com as estudantes de Veterinária Marja Hart e Keisy Rathlef (sempre dois estagiários no máximo, como regra de segurança), a nossa tentativa de perpetuar o trabalho, dividindo com agentes propagadores as especificidades de manejo e manutenção do gênero Lachesis, nas instalações do único serpentário brasileiro dedicado exclusivamente às surucucus, ou mais especificamente, às ultimas surucucus da mata Atlântica. São futuros 'Diretores Técnicos' - Biólogos, Zootecnistas ou Veterinários assistentes - de outros empreendimentos que desejem vida longa das surucucus de seus plantéis.

Claudio, meu auxiliar, colocou a mão em surucucu após doze anos de lida. Não se trata aqui portanto de uma iniciação ao manejo das peçonhentas brasileiras. Os candidatos deverão aprofundar-se em técnicas de manejo nas instituições de sua afiliação, mas irão sim, sob minha supervisão direta, conhecer as diversas técnicas manejo que desenvolvemos ao longo deste 15 anos de lida, visto que erros nesse tópico especifico são geradores verdadeiros massacres contra o gênero. Atenção às palavras de Mestre José Abade - in memoriam - aquele que me ensinou:




Concluindo:

1) Publico-alvo, pessoas de dentro ou de fora da Academia, que de alguma forma possam contribuir para o estudo e preservação de Lachesis, e que necessitem conhecer o funcionamento de um serpentário voltado exclusivamente para o gênero.

2) Há pouca contribuição acadêmica a ser dividida neste estagio, os candidatos devem estar preparados para trabalho braçal, como apoio às atividades do biotério, manutenção de viveiros, e auxilio ao reflorestamento em curso no NSG, com substrato formado em grande parte pela maravalha usada pelos ratos. CONTUDO, são pré requisitos:

2.1) conhecimento básico da taxonomia do gênero
http://lachesisbrasil.blogspot.com.br/2011/02/breve-historico-comentado-do-genero_13.html

2.2) especificidades teóricas do manejo e manutenção
http://www.lachesisbrasil.com.br/download/BulChicagoHerpSoc_Vol43Num10pp157-164%282008%29.pdf

2.3) conhecimento básico do acidente laquético, no link o capitulo sobre o tema de minha autoria, no livro de Dr. João Luis Cardoso, 'Animais peçonhentos no Brasil' da Ed. Sarvier, livro muitíssimo recomendado
http://www.lachesisbrasil.com.br/download/JLC_5D_Final.pdf

O conhecimento amplo de outras questões relativas ao gênero Lachesis é recomendado, havendo no link que se segue uma compilação prática e objetiva sobre os temas mais variados:
http://lachesisbrasil.blogspot.com.br/2015/12/indice-ao-blog-nsg-e-biblioteca-virtual.html

Quanto maior o conhecimento prévio, melhor será o aproveitamento e as chances de retorno, na linha 'faça por onde que te ajudarei'

3) O estagio tem duração de 05 dias, dois comigo e três com meus auxiliares, em manutenção geral, manutenção de biotério e fabrica de ração de ratos: http://lachesisbrasil.blogspot.com.br/2012/12/crise-e-oportunidade.html

4) O estagio propriamente dito é condicionado à existência de necessidades reais de manejo no plantel do NSG - vermifugação, implante de chips, remoção de carrapatos, ou mudas incompletas, extrações, vistorias técnicas do Ibama (quando há contagens) e etc - visto que evitamos ao máximo a manipulação direta dos animais

5) Haverão incursões noturnas ao eixo de um importante corredor ecológico da região, para familiarização com o bioma preservado. A hipótese de encontro com surucucus selvagens nessas incursões é remota, mas possível. Pede-se ao estagiário que traga consigo perneiras e lanternas de cabeça. Coletas de qualquer tipo são proibidas sem as autorizações especificas do ICMBio.

6) Será cobrada do estagiário uma pequena monografia para certificação. A bibliografia para este trabalho é o link para o blog NSG, disponibilizado acima. Esse texto nos será enviado por email após a conclusão do estágio, e sedimentação de tudo o que foi apresentado e assimilado.

7) O estagiário deverá apresentar-se ao NSG no dia combinado. O acesso é fácil e existem ônibus parando na porta de hora em hora (km 42 da BA 001, em frente à reserva Caititu, bem conhecido dos motoristas da empresa ROTA). Acomodação e alimentação no período por nossa conta. Não há cobrança monetária pelos estágios. Em função da logística que envolve meu deslocamento, os estágios se inciam sempre numa sexta feira á tarde e seguem até a quarta seguinte. Aqui não há aqui uma regularidade programada, a sequencia dos estágios depende da demanda objetiva de manejo. Quem se interessar apresente-se de forma sumaria no lachesisbrasil@hotmail.com com o assunto 'estagio' e surgindo a oportunidade entramos em contato





FACEBOOK: https://www.facebook.com/RodrigoNSG/photos/a.1536530210002263.1073741831.1535945860060698/1840088639646417/?type=3&theater










quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

COLISEU MODERNO



Está morrendo gente em todo o país. Mas o Estado continua omisso, ou em sua politica arrecadatória e policialesca, inviabilizando o Brasil não-banana, aquele da iniciativa individual, e que dá certo contra TODAS as probabilidades.

Para a produção de 12.000 ampolas de soro, o Instituto Vital Brazil nos pede apoio sob forma de doação de 3,5 gramas de veneno seco de surucucu.






Não há soro nem em Ilhéus e nem em Itabuna, e nem em lugar algum que eu possa afirmar. O que tínhamos no NSG estava vencido há 05 anos.

Ao contrário do que reza a lenda, Lachesis não produz grandes quantidades de veneno. Extrações nos maiores animais muito raramente atingirão 0,3 gramas de veneno seco.

Ou seja, para chegar perto da demanda do IVB tentaremos 40 extrações, nas surucucus mais saudáveis do planeta Terra, sem anestesiá-las ou brutalizá-las, para que continuem sendo as surucucus mais saudáveis do planeta Terra.

Pelo acima exposto - falta soro - é procedimento que não permite erro. Uma única desatenção e serei eu a próxima vista do Estado-banana, calmo, desconectado da realidade. Abaixo o COLISEU MODERNO, a área de manejo do NSG.






























O agravante maior é que esse enredo é antigo, salvamos a produção da FUNED e vidas em 2014, e ainda assim o descaso continua:

http://lachesisbrasil.blogspot.com.br/2014/12/sos-sabl-funed.html

Como não há Coliseu sem platéia, convido os amigos a presenciar o evento, até mesmo para equilibrar aqueles polegares para baixo da sentença de morte que o ESTADO já nos deu, em CATORZE anos de tramite pelo licenciamento do NSG.

Entenda melhor essa postagem:
https://www.facebook.com/RodrigoNSG/posts/1748047555517193




terça-feira, 15 de novembro de 2016

Richard Rasmussen em Serra Grande



Cavalo marinho, peixe boi, muriqui, animais ameaçados que despertam compaixão, Richard incluiu a surucucu em seu roteiro.








sábado, 22 de outubro de 2016

Contramão da extinção



Mata Atlântica 94% abatida, populações isoladas de Lachesis sobrevivendo em consanguinidade nas ilhas verdes, sem intercambio genético apropriado e em extinção técnica.





Pensando na trajetória do NSG e em tudo o que superamos nestes 15 anos de esforços, começo eu mesmo a crer no ditado sobre mineiros e brigas: 'um boi para não entrar, e uma boiada para não sair'.


https://www.youtube.com/watch?v=rz4b2n0ivHM

http://www.lachesisbrasil.com.br/downloads_nsg_en.html







segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O Legado




O animal em questão foi encaminhado ao NSG pela Policia Militar do Estado da Bahia, com fratura de ambos os arcos mandibulares. O encaminhamento foi autorizado pela chefia do Ibama de Ilhéus.






O ato cirúrgico no arco direito foi mais complexo porque a fratura não se encontrava alinhada, fragmentos ósseos foram removidos, formando-se uma solução de continuidade de cerca de 3 milímetros entre as porções proximal e distal do osso.

Ainda com relação ao arco mandibular direito, o acesso para alinhamento ósseo foi pela via inferior, evitando sangramento de mucosa.




A porção proximal recebeu fio de aço intra ósseo para alinhamento da fratura, enquanto outro fio, mais forte, foi afixado para transpor a área sem continuidade direta, unindo os dois fragmentos; três pontos em 'X', com nylon 2-0, estabilizaram a fixação destes fios de aço ...





Mais complexo que o manejo da fratura foi lidar com o 'estado de choque,' que acomete o gênero em contenções prolongadas, e que se mostra quase sempre fatal.

No pós operatório imediato houve parada respiratória e necessidade de entubação oro-traqueal.




O quadro foi revertido após 60 minutos de esforços bem ilustrados:





Concluindo, há 15 anos atrás seria impensável considerar-se uma postura destas por parte da elite da tropa da Policia Militar da Bahia, e por parte do cidadão que os acionou, pedindo apoio.

Participar dessa mudança de mentalidade tem sido nosso maior legado, pelas últimas surucucus da Mata Atlântica.










sexta-feira, 29 de abril de 2016

Richard e a palavra, hoje




Estimado Rodrigo,

Tenho, através de meu trabalho nestes mesmos últimos 12 anos, conhecido projetos de conservação em todo planeta.

Fiquei muito impressionado com o que vimos e gravamos nas suas instalações, dignas de projetos internacionais que em outros países teriam inclusive apoio econômico dos governos e não imposição de dificuldades.

O que vemos aqui no Brasil são posicionamentos contrários à conservação.

Quem sabe ao levarmos as imagens deste novo programa, sobre projetos de conservação de espécies da Mata Atlântica brasileira da nova temporada América do Sul, a ser exibido inicialmente em todos os países da América Latina a partir de setembro, possamos envergonhar as burocracias ambientais de nosso País que atrasam iniciativas como essas enquanto adiantam as licenças para as mineradoras, portos e hidroelétricas que causam tantos desastres.

Espero pelo melhor por este fundamental projeto!

Richard Rasmussen
Protect our Wildlife