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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

COLISEU MODERNO



Está morrendo gente em todo o país. Mas o Estado continua omisso, ou em sua politica arrecadatória e policialesca, inviabilizando o Brasil não-banana, aquele da iniciativa individual, e que dá certo contra TODAS as probabilidades.

Para a produção de 12.000 ampolas de soro, o Instituto Vital Brazil nos pede apoio sob forma de doação de 3,5 gramas de veneno seco de surucucu.






Não há soro nem em Ilhéus e nem em Itabuna, e nem em lugar algum que eu possa afirmar. O que tínhamos no NSG estava vencido há 05 anos.

Ao contrário do que reza a lenda, Lachesis não produz grandes quantidades de veneno. Extrações nos maiores animais muito raramente atingirão 0,3 gramas de veneno seco.

Ou seja, para chegar perto da demanda do IVB tentaremos 40 extrações, nas surucucus mais saudáveis do planeta Terra, sem anestesiá-las ou brutalizá-las, para que continuem sendo as surucucus mais saudáveis do planeta Terra.

Pelo acima exposto - falta soro - é procedimento que não permite erro. Uma única desatenção e serei eu a próxima vista do Estado-banana, calmo, desconectado da realidade. Abaixo o COLISEU MODERNO, a área de manejo do NSG.






























O agravante maior é que esse enredo é antigo, salvamos a produção da FUNED e vidas em 2014, e ainda assim o descaso continua:

http://lachesisbrasil.blogspot.com.br/2014/12/sos-sabl-funed.html

Como não há Coliseu sem platéia, convido os amigos a presenciar o evento, até mesmo para equilibrar aqueles polegares para baixo da sentença de morte que o ESTADO já nos deu, em CATORZE anos de tramite pelo licenciamento do NSG.

Entenda melhor essa postagem:
https://www.facebook.com/RodrigoNSG/posts/1748047555517193




terça-feira, 15 de novembro de 2016

Richard Rasmussen em Serra Grande



Cavalo marinho, peixe boi, muriqui, animais ameaçados que despertam compaixão, Richard incluiu a surucucu em seu roteiro.








sábado, 22 de outubro de 2016

Contramão da extinção



Mata Atlântica 94% abatida, populações isoladas de Lachesis sobrevivendo em consanguinidade nas ilhas verdes, sem intercambio genético apropriado e em extinção técnica.





Pensando na trajetória do NSG e em tudo o que superamos nestes 15 anos de esforços, começo eu mesmo a crer no ditado sobre mineiros e brigas: 'um boi para não entrar, e uma boiada para não sair'.


https://www.youtube.com/watch?v=rz4b2n0ivHM

http://www.lachesisbrasil.com.br/downloads_nsg_en.html







segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O Legado




O animal em questão foi encaminhado ao NSG pela Policia Militar do Estado da Bahia, com fratura de ambos os arcos mandibulares. O encaminhamento foi autorizado pela chefia do Ibama de Ilhéus.






O ato cirúrgico no arco direito foi mais complexo porque a fratura não se encontrava alinhada, fragmentos ósseos foram removidos, formando-se uma solução de continuidade de cerca de 3 milímetros entre as porções proximal e distal do osso.

Ainda com relação ao arco mandibular direito, o acesso para alinhamento ósseo foi pela via inferior, evitando sangramento de mucosa.




A porção proximal recebeu fio de aço intra ósseo para alinhamento da fratura, enquanto outro fio, mais forte, foi afixado para transpor a área sem continuidade direta, unindo os dois fragmentos; três pontos em 'X', com nylon 2-0, estabilizaram a fixação destes fios de aço ...





Mais complexo que o manejo da fratura foi lidar com o 'estado de choque,' que acomete o gênero em contenções prolongadas, e que se mostra quase sempre fatal.

No pós operatório imediato houve parada respiratória e necessidade de entubação oro-traqueal.




O quadro foi revertido após 60 minutos de esforços bem ilustrados:





Concluindo, há 15 anos atrás seria impensável considerar-se uma postura destas por parte da elite da tropa da Policia Militar da Bahia, e por parte do cidadão que os acionou, pedindo apoio.

Participar dessa mudança de mentalidade tem sido nosso maior legado, pelas últimas surucucus da Mata Atlântica.










segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Pico Piçarrão (do Capivari)



O Pico do Capivarí, ou Piçarrão, é o 'oitavo pico', um bônus reservado àqueles que completaram os outros sete. A afirmação é do mais experiente guia de montanha no Caraça.

Não que o pico em si apresente dificuldades intransponíveis, mas quem não quiser muito aquele cume tende a ficar pelo caminho. Oficialmente são 40 km de marcha, ida e volta em terreno de acesso íngreme e acidentado, sem trilha aberta. Fora o trabalho vertical.




É um pico impressionante como todo o 'Campo de Fora', de onde ele brota, nivelando cumes com grandes celebridades do Santuário: na foto abaixo, feita do cume do Piçarrão, observa-se 'a caraça' (esquerda), o Pico do Sol (pontinho ao fundo), o Canjerana (em primeiro plano), e o Inficcionado, à direita.




Os abismos são muitos e tudo além da queda é também beleza. A leste a Mata do Capivari, a oeste a drenagem natural das águas campo abaixo, com mata ciliar em formação.






Andorinhões outros bichos e flores voltam ao Santuário em setembro. Seria bom ter ficado.


                       video












http://lachesisbrasil.blogspot.com.br/2011/11/os-sete-picos-do-caraca.html




domingo, 19 de junho de 2016

Vale das Panelas



'Rezei por vocês a noite toda'

Foram as primeiras palavras de Padre Lauro, quando nos encontramos hoje pela manhã.

Reza forte. Deu certo.




A travessia do Vale das Panelas é considerada a mais difícil do Santuário do Caraça, e a preocupação do amigo procedia. Quando a noite caiu, e as temperaturas atingiram os 4° C nos picos, foram tentados diversos contatos por radio conosco, sem sucesso.

A lua ia alta atrás do Pico do Sol, quando finalmente atingimos sua base, no caminho de volta.




O trabalho em maquete do Padre Stanislão Adamczyk (1919-1995), cita e ilustra cada canto do Caraça, mas não menciona o Vale da Panelas. Mas essa travessia está lá. As curvas de nível da maquete são fiéis e dão a exata noção das dificuldades de acesso (e saída) daquele local.

Na imagem abaixo um detalhe da maquete - uma das jóias do Museu do Santuário - onde 'O Vale' fica bem nítido. Observe a linha verde nascendo da marcação '35' ou 'Pico do Sol', abaixo dela um curso de água azul entre escarpas íngremes. É lá.




Foram doze horas e meia de esforço físico e mental para concluir o trajeto exposto no vídeo abaixo, de poucos segundos.


video


No Vale pisamos território Pré-Cambriano - 3 bilhões e setecentos milhões de anos - e que um dia foi mar. Os estratos sedimentares estão todos lá, como testemunha. Na vigência de 'convulsões telúricas' afloram-se veios minerais na rocha. Os mais nobres e resistentes destes minerais - os diamantes - depositam-se no fundo do vale, e em movimentação continua nas corredeiras escavam a rocha, formando as 'Panelas'.

Abaixo e nessa ordem, visão dos estratos sedimentares, de um veio mineral aflorado, e 'panelas' típicas.







Uma das complicações da travessia do 'Vale da Panelas' é sua configuração labiríntica. Quem entra vê ao fundo a Serra da Piedade, quem sai, e fez a volta completa por trás do Pico do Sol, vê ao fundo o 'Cone do Picolé', de Catas Altas. Abaixo estas duas visões.





Não há uma trilha a seguir, essa é outra dificuldade adicional. Rompe-se mato no peito o tempo todo, e o leito do riacho, atingido com muita dificuldade (vide paredões), não é convidativo. Neneco ilustra a situação em dois tempos, abaixo.







'Nunca mais' foi o que pensei ao pisar o plano. Uma noite de sono depois já havia mudado de ideia. Tem algo ali muito maior do que eu.



video






http://lachesisbrasil.blogspot.com.br/2011/11/os-sete-picos-do-caraca.html

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Richard e a palavra, hoje




Estimado Rodrigo,

Tenho, através de meu trabalho nestes mesmos últimos 12 anos, conhecido projetos de conservação em todo planeta.

Fiquei muito impressionado com o que vimos e gravamos nas suas instalações, dignas de projetos internacionais que em outros países teriam inclusive apoio econômico dos governos e não imposição de dificuldades.

O que vemos aqui no Brasil são posicionamentos contrários à conservação.

Quem sabe ao levarmos as imagens deste novo programa, sobre projetos de conservação de espécies da Mata Atlântica brasileira da nova temporada América do Sul, a ser exibido inicialmente em todos os países da América Latina a partir de setembro, possamos envergonhar as burocracias ambientais de nosso País que atrasam iniciativas como essas enquanto adiantam as licenças para as mineradoras, portos e hidroelétricas que causam tantos desastres.

Espero pelo melhor por este fundamental projeto!

Richard Rasmussen
Protect our Wildlife